Melhores corretoras de criptomoedas no Brasil (2026)
Escolher uma corretora (exchange) é a primeira decisão prática de quem vai comprar cripto no Brasil — e ela pesa mais do que parece. Antes de abrir conta, vale olhar quatro coisas: taxas (de negociação e de saque), facilidade de usar reais via Pix, quantas e quais moedas a plataforma oferece, e segurança + regulação (custódia dos ativos, histórico e enquadramento no novo marco do Banco Central). Não existe "melhor corretora" universal: existe a melhor para o seu perfil. Abaixo comparamos quatro das principais opções que operam no Brasil, com prós e contras honestos — sem hype. Se você ainda não comprou cripto, comece pelo nosso guia de como comprar Bitcoin no Brasil.
Comparativo rápido
| Corretora | Taxa de trade (spot) | Depósito Pix | Nº de moedas | Melhor para |
|---|---|---|---|---|
| Mercado Bitcoin | 0,30% maker / 0,70% taker (cai por volume) | Gratuito, instantâneo | Mais de 200 ativos digitais (inclui cripto, renda fixa e fan tokens) | Iniciante que prioriza marca consolidada e buy-and-hold |
| Binance | 0,10% maker / 0,10% taker (0,075% com BNB) | Gratuito, cai em ~3h | Cerca de 415-500 | Quem quer variedade, liquidez e taxa baixa |
| Foxbit | 0,25% maker / 0,50% taker | Gratuito, 24/7 | Cerca de 90-100 | Quem quer exchange nacional antiga e regulada |
| Coinext | 0,25% maker / 0,50% taker (fixa) | Gratuito, ~2 min | Cerca de 50-60 | Quem prioriza segurança institucional e CNPJ nacional |
Taxas e número de moedas mudam com frequência. Os valores acima são referências de pesquisa — confirme sempre no site oficial da corretora antes de operar.
Mercado Bitcoin (MB)
Fundada em 2013 em São Paulo, é a maior e mais antiga exchange do Brasil, com forte reconhecimento de marca. Opera 100% em reais, com Pix gratuito e saque em reais sem taxa — o que torna a operação muito amigável para o iniciante brasileiro. É auditada pela KPMG, não tem registro público de hack relevante na história e está enquadrada no novo marco regulatório do Banco Central (VASP/PSAV), com segregação patrimonial. O ponto fraco é a taxa: o padrão de 0,30% maker / 0,70% taker é caro frente a concorrentes globais e pesa para quem opera com frequência. O MB anuncia "mais de 200 ativos digitais", mas esse número soma criptomoedas, tokens de renda fixa digital e fan tokens — a quantidade de criptos propriamente ditas é menor.
Prós:
- Maior e mais antiga exchange do Brasil (desde 2013), com reputação ~8,3/10 no Reclame Aqui e 90%+ das reclamações resolvidas
- Pix gratuito e saque em reais sem taxa — operação 100% em moeda local, ideal para iniciante
- Suporte e plataforma totalmente em português, com app integrado a bancos via "Compre com Pix"
- Auditada pela KPMG, sem histórico de hack relevante, e enquadrada no novo marco do Banco Central (segregação patrimonial)
Contras:
- Taxas de negociação caras: 0,30% / 0,70% no padrão, muito acima de concorrentes globais
- Spread/preço pode ficar desfavorável — há reclamações recorrentes sobre "valor superfaturado" e execução de ordens
- Relatos no Reclame Aqui de atrasos em saque e demora no suporte em casos específicos
Melhor para: investidor iniciante ou intermediário que prioriza confiança, marca consolidada e regulação local, e que faz aportes mais espaçados (buy-and-hold), onde a taxa por operação pesa menos.
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Binance
Fundada em 2017, é a maior exchange do mundo em liquidez e variedade de moedas. No Brasil, foi a primeira plataforma cripto a obter licença de corretora (via aquisição da Sim;paul, aprovada pelo BC). Tem Pix gratuito no depósito, saque em reais barato (R$ 3,50 para pessoa física) e taxa spot competitiva (0,10%, caindo para ~0,075% pagando com BNB). Mantém o fundo de proteção SAFU (~US$ 1 bilhão). O contraponto: a interface é densa, cheia de produtos de alto risco (futuros, alavancagem) que podem confundir e prejudicar iniciantes, e o histórico regulatório global da empresa é conturbado. A adequação plena ao novo marco do BC ainda está em transição até 2026.
Prós:
- Maior liquidez do mundo e a maior variedade de moedas entre as grandes (cerca de 415-500+ ativos)
- Pix integrado, gratuito no depósito e rápido (cai em ~3h), com app e suporte em português
- Taxas spot competitivas (0,10%, caindo a 0,075% com BNB) e saque em reais barato (R$ 3,50 PF)
- Possui licença de corretora no Brasil via Sim;paul e fundo de proteção SAFU de ~US$ 1 bi
Contras:
- Interface densa e cheia de produtos (futuros, alavancagem, earn) que pode expor iniciantes a riscos altos
- Histórico regulatório global conturbado (multas e acordos com reguladores nos EUA) e estrutura corporativa pouco transparente quanto à sede
- Custódia centralizada: você não controla as chaves privadas, e a adequação plena ao novo marco do BC ainda está em transição até 2026
Melhor para: quem quer a maior variedade de moedas, alta liquidez e taxas baixas — desde que tenha disciplina para ignorar os produtos de alto risco e priorizar compra spot simples. Veja também nosso comparativo Binance vs. Mercado Bitcoin.
Foxbit
Fundada em 2014 em São Paulo, é uma das exchanges brasileiras mais antigas e estabelecidas, com sede e CNPJ no Brasil. Tem Pix e saque em reais instantâneo 24/7 e sem taxa (taxa zero confirmada na tabela oficial de taxas), com depósito gratuito. Em segurança, destaca-se a certificação SOC 2 e a custódia com parceiros globais de referência (Fireblocks e BitGo), sem histórico público de hack relevante em mais de 11 anos. As taxas de trade (até 0,50% no taker) são relativamente altas para iniciantes, e o catálogo de moedas é menor que o das grandes exchanges globais.
Prós:
- Uma das exchanges brasileiras mais antigas e estabelecidas (desde 2014), com sede e CNPJ no Brasil e suporte 100% em português
- Pix instantâneo 24/7 e depósito sem taxa — pouco atrito para quem opera em reais
- Boa postura de segurança: certificação SOC 2 e custódia com Fireblocks/BitGo, sem histórico de hack relevante
- Programa de indicação com cashback sobre as taxas dos indicados
Contras:
- Taxa de trade relativamente alta para iniciantes (até 0,50% no taker), acima de exchanges globais
- Catálogo de moedas menor (cerca de 90-100) que grandes exchanges internacionais — limita altcoins de cap menor
- As taxas de saque em reais mudaram recentemente (passaram a taxa zero) — confirme sempre o valor vigente antes de sacar
- Há reclamações públicas (Reclame Aqui) sobre retenção de valores e atendimento, comuns ao setor
Melhor para: quem prioriza uma exchange nacional, antiga e regulada, com Pix e suporte em português, focado em Bitcoin e nas principais criptos — e que valoriza longevidade local mais do que a menor taxa do mercado.
Coinext
Empresa 100% brasileira fundada em 2017 (operações a partir de 2018), com origem em Belo Horizonte. Opera como PSAV sob supervisão do Banco Central e é membro certificado da ABcripto. O depósito via Pix é gratuito e quase instantâneo (~2 min), com suporte em português. A segurança é de nível institucional: custódia via Fireblocks, sistema multi-assinatura e segregação patrimonial, sem histórico público de hack. As taxas de trade (0,25% / 0,50%, fixas) são mais altas que as das grandes globais, o catálogo de moedas é menor, e há relatos de demora no atendimento. O saque em reais custa R$ 4,99 (fixo, saque mínimo de R$ 30) — diferente de MB e Foxbit, que zeram o saque em reais.
Prós:
- Empresa 100% brasileira, regulada como PSAV pelo Banco Central e membro certificado da ABcripto — boa para quem prioriza jurisdição nacional
- Depósito Pix gratuito e quase instantâneo (~2 min), com suporte 100% em português
- Segurança de nível institucional: custódia via Fireblocks, multi-assinatura e segregação patrimonial; sem histórico público de hack
- Boa reputação no Reclame Aqui (nota ~8,0-8,5/10, 87% das reclamações resolvidas) e programa de indicação com revenue share
Contras:
- Taxa de trade relativamente alta para iniciantes (0,25% / 0,50%) frente a concorrentes globais
- Reclamações recorrentes sobre demora no atendimento, problemas de login/senha e saques
- Catálogo de moedas menor (cerca de 50-60), limitando quem busca altcoins de nicho
- Saque em reais com taxa fixa de R$ 4,99 (saque mínimo R$ 30), enquanto MB e Foxbit zeram o saque
- Não é coberta pelo FGC e não oferece produtos bancários — a proteção depende da própria custódia da exchange
Melhor para: quem prioriza segurança institucional, regulação nacional e operação simples em reais via Pix, disposto a pagar uma taxa de trade um pouco mais alta em troca de uma exchange brasileira sólida e regulada.
Como escolhemos (nossa metodologia)
Este comparativo não é um ranking pago disfarçado. Avaliamos cada corretora a partir de cinco critérios práticos para o investidor brasileiro:
- Taxas reais: negociação spot (maker/taker), depósito e saque em reais — porque o custo total importa mais do que a propaganda.
- Facilidade em reais: Pix gratuito, rapidez do crédito e suporte em português.
- Variedade de moedas: quantas e quais ativos você consegue comprar.
- Segurança e custódia: auditorias, parceiros de custódia (ex.: Fireblocks/BitGo), segregação patrimonial e histórico de incidentes.
- Regulação no Brasil: enquadramento no novo marco do Banco Central (VASP/PSAV) e licenças vigentes.
Usamos os dados públicos das próprias corretoras e fontes de terceiros, sempre sinalizando quando um número está em transição ou diverge entre fontes. Quando ganhamos comissão por uma indicação (links de afiliado), isso não altera a ordem nem os critérios — os prós e contras seguem os mesmos para todas.
Perguntas frequentes
Qual a corretora de cripto mais barata no Brasil?
Entre as quatro comparadas, a Binance tem a menor taxa de negociação spot (0,10%, caindo para ~0,075% pagando com BNB). Mercado Bitcoin, Foxbit e Coinext cobram entre 0,25% e 0,70%. Mas atenção: taxa de trade não é o único custo — avalie também taxas de saque e o spread (a diferença entre preço de compra e venda).
É seguro deixar cripto numa corretora brasileira?
Nenhuma corretora é 100% sem risco, e elas não são cobertas pelo FGC. As quatro comparadas adotam boas práticas (custódia institucional, segregação patrimonial, 2FA) e estão se enquadrando no novo marco do Banco Central. Para valores maiores e de longo prazo, vale considerar mover parte dos ativos para uma carteira própria — veja nosso comparativo de carteiras Bitcoin.
Preciso declarar criptomoedas no Imposto de Renda?
Sim. Quem possui criptoativos precisa declará-los, e há regras específicas de tributação sobre os ganhos. Veja o passo a passo no nosso guia de como declarar criptomoedas no Imposto de Renda 2026.
Dá para usar Pix para comprar cripto?
Sim. As quatro corretoras aceitam depósito via Pix em reais, geralmente gratuito e creditado em minutos — é a forma mais simples e barata de aportar para quem está no Brasil. Se você está começando, o guia de como comprar Bitcoin no Brasil mostra o fluxo completo.
Posso usar mais de uma corretora ao mesmo tempo?
Pode, e muita gente faz isso: uma para compra simples e barata, outra pela variedade de moedas, por exemplo. Só mantenha o controle dos custos e da declaração de imposto em cada uma.
Aviso: este conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco e você pode perder o valor investido. Taxas, número de moedas e condições mudam com frequência — sempre confirme os dados no site oficial de cada corretora antes de operar. Faça sua própria pesquisa (DYOR). Alguns links nesta página são de afiliado: se você abrir conta por eles, o guiadacripto pode receber uma comissão, sem custo adicional para você — e sem influência sobre nossa análise.